quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Projeto do Cais do Porto José Estelita

Recife, capital de Pernambuco, assim como várias capitais no país, vem passando por um processo de reestruturação para atender a novas demandas e trazer melhor qualidade de vida para os seus moradores. O projeto do "Novo Recife" engloba uma série de intervenções da iniciativa privada para revitalizar a região portuária do Cais da Estelita, região central do Recife, que se encontra abandonada e degradada há algum tempo, compremetendo a paisagem urbana às margens do Rio Capibaribe.

 Vista dos galpões do Cais da Estelita. Foto: Igor Bione/JC Imagem

O empreendimento tem trazido discussões polêmicas sobre os rumos urbanísticos da cidade uma vez que parte da população não concorda com as intervenções que estão sendo propostas, dentre elas: a demolição de 15 mil metros quadrados e dos antigos galpões da Rede Ferroviária Federal (Refesa), que foram arrematados em 2008 por um consórcio formado pelas construtoras Moura Dubeux, Queiroz Galvão e GL Empreendimentos.

Delimitação da área onde será realizado o empreendimento

A área dará lugar a um complexo de 12 edifícios de 20 a 40 pavimentos - oito residenciais, dois empresariais e dois hotéis, e 35% da área total destinados a uso público, para circulação e lazer, como determina a lei municipal. Os galpões que serão derrubados ficam próximo ao Viaduto Capital Temudo, na área da Cabanga. Apesar da área total arrematada pelo consórcio possuir cerca de 100 mil metros quadrados, nem todos os galpões serão demolidos. Os que ficam perto do Viaduto Cinco Pontas permanecerão de pé. Eles serão usados pela Prefeitura do Recife (PCR) para uma destinação pública, que ainda está sendo definida.

Vista aérea a partir do Rio Capibaribe do projeto do empreendimento Novo Recife

Vista aérea a partir do continente do projeto do empreendimento Novo Recife
Desde que foi lançado no começo do ano, o projeto Novo Recife gera discussões sobre o modelo urbanístico proposto para a cidade do Recife. Não apenas a população, mas o meio acadêmico não concordam com as intervenções propostas uma vez que para eles o empreendimento se configura numa agressão a paisagem do Recife. Outra parte da população, assim como outros setores, concordam com o empreendimento por acreditarem que ele é necessário e que trará investimentos, empregos e vitalidade para a área. Fica a pergunta: qual é o Recife que queremos para os próximos anos?

Trecho de um vídeo que mostra o empreendimento

Vídeo de apresentação do empreendimento para o novo porto do Recife

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